sábado, 17 de julho de 2021

COMPREENDER É A EVOLUÇÃO DA FÉ DOS HOMENS

 

Porque razão o homem imagina deuses imateriais se depois sente necessidade de lhes dar uma forma humana? Será que a imaterialidade é insuficiente perante o materialismo do homem? 

Quem são os nossos deuses? 

como Steinbeck em "A Um Deus Desconhecido"? ou Sartre no seu "Freud, Além da Alma" ou talvez o matemático Russell em "Porque não sou cristão" ou "O Despertar dos Mágicos" de Louis Pawells e Jacques Berger (o primeiro livro que li por volta dos meus 15 anos ) despertou interrogações e questões cuja resposta nunca encontrei no lado da fé. 

Cito estes que têm influência naquilo que penso há muitos anos. 

Não me fazendo depender da existência de deuses (falo no plural por não conseguir definir um) não é importante se existam desta ou doutra maneira ou nem sequer existam mas julgo que a ciência e a religião sempre foram contraditórias e paradoxalmente, complementares. mas para assim pensar, terei sempre que juntar "religiões" a "filosofias de vida" que precisam da ciência para serem "compreendidas". 

A MALDIÇÃO DOS SUBMARINOS ALEMÃES


Quando foram vendidos submarinos alemães a Portugal, à Grécia e à Coreia do Sul, as evidências de corrupção incomodaram a agenda política de cada país e, nos casos mais afortunados, chegaram à barra dos tribunais. Entre nós foi decidido arquivar o caso, bastou que na Alemanha houvesse quem fosse condenado por corromper autoridades portuguesas, era escusado incomodar os outros beneficiários do esquema. Agora, a maldição dos submarinos alemães volta a assombrar a Europa, com a venda de seis unidades de Tipo 214 à Turquia. O negócio já tinha sido assinado há uma dúzia de anos, mas o primeiro submarino chega brevemente e o governo da Grécia reagiu violentamente, pedindo um embargo de venda de armas ao seu rival estratégico, o que foi liminarmente recusado. O contrato vale cerca de um quinto do total das exportações de armas alemães numa década, é uma razão forte. E, como a Grécia compra aviões franceses e duplica este ano os gastos militares (mas ainda assim são metade dos da Turquia), o negócio é bom para muitas potências.

O governo turco sabe que dispõe de carta branca, Merkel protege a venda de submarinos. Além disso, Erdogan até pode comprar ao mesmo tempo armas à Rússia mas, como faz parte da Nato e constitui a sua frente no leste do Mediterrâneo, e para lá é terra incógnita depois da derrota da aliança no Afeganistão, é inimputável. Bem pode ameaçar, que até é pago para isso. A UE já desembolsou seis mil milhões de euros pela contenção de refugiados e, na cimeira que devia ter discutido o embargo de armas, decidiu reforçar a dotação para Erdogan em mais três mil milhões. O presidente turco faz o que quer, a Alemanha fica com uma parte do lucro, tudo corre bem. A Nato aguenta a guerra intestina entre pretensos aliados, a Síria sofre as incursões turcas, Chipre continua dividido, o que é disto é vida anormal?

(Francisco Louçã in "Expresso")

sexta-feira, 2 de abril de 2021

HISTÓRIA DAS HISTÓRIAS DA PÁSCOA


Para a fixação da data e da lei canónica que definiria a celebração da Páscoa foi necessário esperar pelo ano 325 DC e pelo Concílio de Niceia, onde bispos cristãos das várias dioceses, comunhões e tendências se reuniram na cidade com o mesmo nome (atualmente Isnik) na Turquia, sob a presidência pelo Imperador Romano do Oriente, Constantino I que se encarregou de toda a organização e protecção. 

Como representação de toda a cristandade, acolheu bispos das dioceses, várias comunhões e tendências tendo sido Ósio, bispo de Córdoba encarregue da promulgação das deliberações que deliberaram, também, sobre a necessidade de ficar resolvida a questão cristológica da natureza divina de Jesus de Nazaré e da sua relação com Deus Pai que, tem como se sabe, uma especial relevância durante o período pascal.

Dito isto, vamos perceber o como e porquê desta quadra, das mais importantes festividades da Igreja Católica, ter sido datada e adaptada em relação a tantas outras manifestações com raízes, fundamentalmente pagãs.

A palavra “páscoa” no português deriva dos respectivos termos das três línguas: “Pessach”, no hebraico, “Pascha”, no latim, e “Paskha”, no grego.

A Páscoa judaica ou “Pessach” que significa “passagem” no hebraico, tem um significado totalmente diferente da páscoa cristã, pois comemora o fim da escravidão do povo hebreu, no Egipto e é sempre celebrada próximo ao período em que se inicia o equinócio e deve ser  conforme o determinado no salmo Exodus 12 que inclui a ordem expressa de Jeová a Moisés e menciona a passagem do Anjo da Morte, pelo Egipto, durante a oitava praga também responsável pela dizimação de todos os primogénitos egípcios, incluindo o filho do Faraó Ramsés III.

A Páscoa cristã, apesar da "colagem" no tempo (é celebrada sempre ma primeira sexta feira de lua cheia, seguinte ao equinócio da primavera no hemisfério norte) e na terminologia da comemoração judaica, o sentido é diferente, pois refere a crucificação, morte e ressurreição de Cristo, tornado um dos pilares da fé cristã, enviado por Deus com a missão de se oferecer em sacrifício para salvar a humanidade dos pecados. Após ter sido crucificado e morto, ressuscitou após três dias. 

Todos esses eventos teriam supostamente ocorrido durante a realização da Páscoa Judaica, comemorada durante uma semana, criando-se assim um conveniente paralelismo entre estas duas comemorações.

A Páscoa cristã encerra o período da Quaresma, que é marcado por jejuns e no qual muitos fazem promessas e a tal última semana conhecida como Semana Santa inicia-se com o Domingo de Ramos, que é supostamente a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém e nos dias finais, a última ceia, que aconteceu na Quinta-feira Santa; a crucificação e morte de Cristo acontece na Sexta-feira Santa, e a ressurreição de Cristo aconteceu no Domingo de Páscoa.

Além da tradição judaico-cristã, a Páscoa agregou elementos de culturas pagãs, sobretudo, a partir da cristianização de povos germânicos europeus. No caso da Páscoa, historiadores estabelecem a conexão com o culto a uma deusa germânica chamada Eostern (ou Ostara), uma vez que em alemão e inglês, Páscoa diz-se Ostern (semelhante a Ostara) e em inglês, o termo é Easter (semelhante a Eostern). Durante o equinócio da primavera, ou seja, próximo da época em que os cristãos comemoravam a Páscoa, os povos germânicos realizavam festividades em homenagem à deusa Eostern, o que criou um paralelo entre as comemorações nessas localidades do hemisfério norte.

Outros símbolos da Páscoa – o coelho e os ovos – são atribuídos a influências pagãs. Acredita-se que coelhos e ovos eram tradicionais símbolos que representavam a fertilidade para diferentes povos e, à medida que foram sendo cristianizados, esses símbolos foram sendo agregados à comemoração cristã.


terça-feira, 9 de março de 2021

ACABOU JOÃO! VOU-ME EMBORA.

Ouviu a porta bater, permaneceu imóvel, sentado à mesa, um silêncio de olhar parado na parede do fundo, a mão esquerda a segurar um pedaço de papel da despedida, a outra a arrepanhar a toalha amarela com barras azuis. Acabaria com raízes naquele lugar, tronco seco, pés de raízes, num inverno permanente.

(Acabou, João. Vou-me embora!)
A voz dela era calma e suave. Ali, de pé, na ombreira da porta, com o vestido azul curto de alças que ele lhe oferecera. Há quantos anos? Quando chegou, apanhou-a de mala de viagem. Viagem sem volta. Ouviu-a como se estivesse debaixo de água, na turbulência engasgada de censuras, desgostos, traições, queixas. Um amor que se tinha apagado como se apaga uma ilusão.
(Acabou, João. Vou-me embora!)
O filho que ela teve no ventre, durante três meses e que perdeu quando caiu pelas escadas no dia dos seus trinta anos. Um lanço inteiro de degraus até chegar ao patamar com uma clavícula esmagada e uma poça de sangue a manchar-lhe as coxas, o vestido e o chão à sua volta. Ninguém soube que ele a tinha empurrado. Uma violência com nome de crime como noutras noites que lhe bateu deixando-a com nódoas negras no corpo e na alma.
(Acabou, João. Vou-me embora!)
Sem razão. Sem nada. Namorado já era assim. Tão depressa gentil e amoroso como num repente se transformava num vendaval soltando todos os demónios que tinha dentro de si. Ela calava mágoas e revoltas em choros solitários. Ele parecia redobrar a violência.
(Acabou, João. Vou-me embora!)
Finalmente achou a coragem nas dores de outras mulheres que como ela tinham tido a coragem de se libertar. A sua melhor amiga, que ficara solteira e vivia só foi o farol que lhe deu caminho. E, agora que lhe retribuía na carne os espinhos da vida que ele lhe dera, sentia um estranho prazer. Tinham passado anos demais. Anos a mais.
(Acabou, João. Vou-me embora!)
Terminou sem uma lágrima. Sem comoção. Ainda pareceu esperar um pouco, tentando adivinhar uma reacção. Mas ele permaneceu debaixo de água onde os ecos das palavras lhe chegavam distorcidos. Sempre se recusara a admitir tal desfecho. E, agora, era ele que ficava só. A sua mulher desprezava-o. Ela teve um sorriso amargo. Sabia que ele era demasiado arrogante para um arrependimento. Um pedido de desculpa que fosse. Ela tinha dito praticamente tudo. Deixava-lhe o papel como quem deixa um lenço branco á despedida.
(Acabou, João. Vou-me embora!)
Aquele tique meio nervoso com o ombro a evitar o escorregar da alça do vestido. Pegou na carteira vermelha que ele achava horrível. Hesitou ainda. Um beijo? Que beijo? Deu meia volta. Ele ficou parado no tempo, a arrepanhar as barras azuis da toalha amarela, o papel com frases engasgadas de censuras, desgostos, traições, queixas, um amor que se apagara como se apaga uma ilusão.
(Acabou, João. Vou-me embora!)
Ficou a ouvir os passos dela a afastarem-se pelo corredor até que a porta se abriu e segundos depois voltou a fechar-se com um estranho silêncio. Ela desceu a escada arrastando o peso da mala e o peso dos anos mas, de repente, a mala pareceu-lhe leve, tão leve que parecia voar atrás de si, passeio fora, rua abaixo. Um último olhar. A luz da sala ainda acesa e a janela meio aberta. E voava já rumo a um dia novo. Rua abaixo...
(Acabou, João. Fui-me embora!)

domingo, 21 de fevereiro de 2021

PRAGAS, PANDEMIAS E EPIDEMIAS DE TODOS OS TEMPOS


 

Peste de Atenas - 430 A.C. (ou Praga de Atenas) terá vitimado dois terços da população daquela cidade estado grega e terá sido uma epidemia de Febre Tifoide, causada por uma 'salmonela'

Peste Antonina - 165-180 (ou Peste Galeno) teve início no período em que o Império Romano estava no auge e o imperador era Marco Aurélio, pertencente à linhagem dos antoninos. A versão, mais comum, da etiologia tem relação com o abastecimento alimentício da região em que o Egipto era o principal fornecedor de sementes do Império Romano. O consenso médico indica que se tratava, na verdade, de uma epidemia de varíola hemorrágica cujos sintomas eram sede excessiva, repulsa por qualquer tipo de alimento, cansaço, delírios e edemas pulmonares.

Praga de Justiniano - 541-544 Justiniano I era o imperador bizantino. A praga foi transmitida por pulgas de ratos infetados pela bactéria Yersinia pestis (Peste Bubónica) teria origem no Egipto, passou pelo Médio Oriente Médio até chegar a Constantinopla, capital do Império Bizantino. A sintomatologia era de febres, pústulas e tumores na pele, delírios, bolhas negras do tamanho de grãos espalhadas pelo corpo e, na fase final, o vómito de sangue. A causa acabou atribuída a um castigo divino que terá causado cerca de cinco milhões de mortos!

Epidemia de Varíola Japonesa - 735-737 atingiu o Japão e matou 1/3 de toda a população japonesa; teve repercussões sociais, económicas e religiosas, significativas, em todo o país que se prolongaram pelos séculos seguintes. Mas a doença atormentou a humanidade por mais de 3 mil anos desde o tempo de Ramsés II no Antigo Egipto, passando por rainha Mary II de Inglaterra e Luís XV da França que tiveram a temida “bexiga”, o vírus Orthopoxvírus variolae era transmitido de pessoa para pessoa, pelas vias respiratórias. Erupções na garganta, na boca e no rosto. A Varíola só acabou em todo o mundo em 1980, após campanhas de vacinação em massa que duraram 10 anos.

Pandemia da Peste Bubónica – 1333… 1800 A doença é considerada, historicamente, a causadora da Peste Negra, que assolou a Europa no século XIV matando entre 75 e 130 milhões pessoas na Europa e Oriente. No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de 450 milhões de pessoas para menos de 350 milhões. Causada pela bactéria Yersinia pestis e pode disseminar-se através de pulgas e roedores infetados. A sintomatologia passa por: febre, calafrios, dor de cabeça, fadiga, dores musculares e adenopatias. Ricardo Jorge atingiu a consagração a nível nacional e internacional quando chegou à prova epidemiológica da peste bubónica que, em 1899, assolou a cidade do Porto!

Pandemia da Tuberculose - a doença não tem pátria. Acompanha o homem há muitos séculos, talvez até, desde a época em que ele passou à condição de bípede. Existem relatos de evidência em ossos humanos pré-históricos, encontrados na Alemanha e datados de 8 000 A.C. A doença prosseguiu espalhando-se mundo fora, da miséria e das guerras constantes que aumentavam os níveis da doença. Nos séculos XIV e XV, os médicos da região, que hoje corresponde à Itália, começaram a demonstrar a possibilidade de contágio da Tuberculose entre as pessoas. A partir dos séculos XVII e XVIII, a doença passou a ser melhor compreendida e recebeu, finalmente, o seu nome atual. A partir de 1940, começam a surgir os antibióticos e os quimioterápicos, que iriam trazer, finalmente, a cura. A Tuberculose acompanha a evolução do homem! Robert Koch anunciava a identificação do bacilo gerador da Tuberculose (24/03/1882)

Pandemia da Cólera - Séc. XIX-XX A primeira epidemia global de Cólera, em 1817, matou perto de 2 milhões de pessoas. Desde então, a bactéria Vibrio cholerae sofreu diversas mutações e causou novos ciclos epidémicos em todos os continentes. Portanto, ainda é considerada uma pandemia! Os sintomas são diarreia intensa, cólicas e enjoo. Apesar de existir vacina contra a doença, ela não é 100% eficaz. No Iémen, em 2019, mais de 40 mil pessoas morreram devido à enfermidade.

Poliomielite - (Poliovírus) identificado em 1908, por Karl Landsteiner e por volta de 1910, grande parte do mundo teve um aumento exponencial de casos e as epidemias tornaram-se comuns, principalmente, nas cidades, durante os meses de verão, deixando milhares de crianças e adultos paralíticos. Desenvolvida na década de 1950, a Vacina contra a Pólio reduziu drasticamente o número global de casos da doença, por ano. Foi o pior surto na história dos EUA. Dos 58 000 casos relatados naquele ano, 3.145 originaram a morte e 41.269 paralisia. Foram criados por essa altura os "centros respiratórios" - precursores das actuais Unidades de Terapia Intensiva. em Copenhaga 1977 - em todo o mundo calcula-se acima dos 10 milhões as pessoas atingidas pelo flagelo (em Portugal, comummente designada por "paralisia infantil" terá atingido cerca de 30.000 pessoas).

Febre Amarela é uma doença viral, transmitido pela picada de um mosquito fêmea infetado. O vírus é ARN do género Flavivírus. Os sintomas incluem febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, cefaleias e dores musculares, principalmente, nas costas. Todavia, em certos casos, aparecem dores abdominais, lesões no fígado, que causam icterícia, e insuficiência renal. Os sintomas, geralmente, melhoram ao fim de cinco dias. Pessoas que residem ou viajam para zonas endémicas de febre amarela deverão ser vacinadas. A Febre Amarela é endémica em 47 países.

Pandemia da Gripe Russa - 1889 - Espalhou-se por Ásia, Europa, África e América. a primeira detalhadamente, documentada, tendo tido seu início em Maio de 1889, em Bukhara, no sul do antigo Império Russo (atual Uzbequistão). Alastrou pela Rússia em, apenas, duas semanas. Provocada pelo vírus H2N2, caracterizava-se, principalmente, por febre e pneumonia. Causou a morte de dois milhões e meio a três milhões de pessoas entre 1889 e 1893.

Pandemia da Gripe Espanhola - 1918/1919 - em 6 meses atingiu todos os continentes, deixando um saldo entre 50 a 80 milhões de mortos em todo o mundo espalhada, principalmente, por conta da movimentação de tropas no período da Primeira Guerra Mundial. Foi decretado o encerramento de escolas, igrejas, comércio e repartições públicas. Obrigatório o uso de máscaras faciais para reduzir o contágio e a população entrou em quarentena. Em Portugal morreram entre 50 a 70 mil pessoas!

Pandemia da Gripe Asiática - 1957 - O vírus da Gripe A, subtipo H2N2, que se originou na China continuou a ser transmitido até 1968, quando se transformou por mutação antigénica no vírus influenza A subtipo H3N2, a causa da pandemia de influenza de 1968, a Gripe de Hong Kong. Em Portugal morreram 1050 pessoas e no mundo inteiro cerca de quatro milhões.

Pandemia de Gripe de Hong Kong - 1968 - foi a terceira pandemia de Gripe no século XX (1968), com o aparecimento de uma mutação no vírus Influenza A, originando o vírus H3N2. Em todos os países, com exceção dos EUA, a doença foi benigna, não estando associada a grande número de mortes, em comparação com as duas epidemias anteriores. Em Portugal, no final de 1968 e no início de 1969, assinalou-se a primeira onda epidémica. A segunda iniciou-se em 1970!

Pandemia de Gripe Suína - 2009 - inicialmente, designado por vírus H1N1, é uma combinação dos vírus da influenza suína, aviária e humana. A infecção não é adquirida pela ingestão de carne de porco e, muito raramente, é adquirida pelo contacto com porcos infectados. Espalhou-se por 70 países e pelos 50 estados norteamericanos. A maior parte das mortes, inicialmente, ocorreu no México. Entrou em pós-pandemia em Agosto de 2010.

HIV - 1980 - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) é uma doença do sistema imunológico humano, causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) identificada em 1980 é transmitido, principalmente, através de relações sexuais, transfusões de sangue contaminado, agulhas hipodérmicas e de mãe para filho, durante a gravidez, o parto ou amamentação. Em Portugal, no ano de 2013, foram diagnosticados quase três casos por dia de infecção por VIH/Sida.

Ébola - 2014 - descoberto em 1976 no Zaire (atual República Democrática do Congo), perto do rio Ébola, o vírus da família dos Filoviridae é uma das causas de febres hemorrágicas epidémicas na África Ocidental e a maior já registada tendo causado 14.877 mortes e 39.936 doentes. O vírus chegou à Europa e à América do Norte. Apresenta elevadas taxas de mortalidade. O controlo da epidemia consiste, essencialmente, na profilaxia e respeitar medidas de higiene e boa nutrição!

Malária (Malária, Maleita, Paludismo) - 2003 - foi, desde a Antiguidade, um dos principais flagelos da humanidade. Atualmente, pelo menos 300 milhões de pessoas contraem Malária, anualmente, em todo o mundo. Destas, cerca de 1,5 a 2 milhões morrem. Quase 3 mil crianças morrem por dia de Malária na África! A doença mata, anualmente, duas vezes mais do que a SIDA e muito mais do que qualquer outra doença infeciosa. A Malária está presente em mais de 90 países! Já desapareceu da Europa e da América do Norte. A humanidade deve a dois inimigos que se aliaram há milénios: um protozoário e um mosquito.

Coronavírus - 2002 e 2012 - Antes que o novo Coronavírus SARS-CoV-2 causasse a atual pandemia de Covid-19, outros dois Coronavírus que circulavam em animais, passaram a infectar os humanos e espalharam-se rapidamente. As epidemias de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars-2002) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers-2012) comportaram-se de maneira diferente. A Sars, causada pelo vírus SARS-CoV, espalhou-se por 26 países, com 80.098 casos confirmados e 774 mortes. O número de casos confirmados de MERS-CoV gira em torno de 25 mil casos em 27 países.