terça-feira, 25 de abril de 2023
POR ISTO (E NÃO APENAS) A HISTÓRIA É IMPORTANTE!
quarta-feira, 15 de março de 2023
DIA MUNDIAL DO CONSUMIDOR
domingo, 12 de março de 2023
COMUNICAÇÃO
Na idade da pedra lascada comunicar seria, talvez, à pedrada!
Porque não? Se pedra era o que havia mais à mão.
ou talvez à cacetada.
Num frente a frente, trocavam-se até uns murros.
De forma diferente, comunicava o homem de então.
Enquanto não aprendeu a falar, seria aos berros, aos gritos, aos urros.
Para abreviar a questão! Tudo era comunicação!
Mas, numa tarde de trovoada, quando andavam à pedrada,
saltou faísca de uma pedra; ou terá sido antes um raio(?)
Uma pequena chama se fez grande, enorme, de meter medo.
E não mais se apagou. Castigo dos deuses (está visto!)
Nunca vista por ali, tal coisa.
Abrigaram-se os homens nas grutas do medo,
bem como todos os outros animais
A fogueira poderosa não acabava. Chamas. Labaredas,
Um enorme calor
Estava tudo a arder que era um pavor,
Era preciso fugir. Quem não quisesse morrer.
Mas, passado algum tempo, houve quem descobrisse a solução.
Um pequeno tronco, um ramo a arder, bem seguro na mão
Dominar o fogo, descobrir utilidade. Um archote,
E o homem acabou com a agitação!
Subiu aos altos dos montes e nasceram mais fogueiras,
Iluminou-se a noite de outras maneiras,
Sinais de fogo, sinais de fumo…sinais e mais sinais…
e das paredes das grutas saíram linhas simples, desenhadas
Arcos, flechas, lanças, humanos e animais, riscos, traços,
Desejo de comunicar a vida em toda e qualquer parte
A comunicação. E hoje chamamos-lhe arte.
Pedras para riscos, pedras para escrever,
pedra roseta, tábuas de madeira, papiros, pergaminhos.
Símbolos simbolizados por letras, códigos, alfabetos,
Palavras, frases, ideias, como se fosse alguém a dizer
Para toda a eternidade! Para sempre, sem nunca morrer!
Oh! Cheira aqui a queimado. Há um fogo por dominar!
Tocam os sinos a rebate. É preciso comunicar!
Vai gente a correr pró combate. É preciso apagar…
E eis que chegou o papel!
Bibliotecas do saber, a informação, folhas e mais folhas,
Textos e mais textos, livros e mais livros, cadernos, revistas, jornais,
Árvores que ardem, árvores que se abatem, árvores que morrem.
Árvores que se transformam em livros, cadernos revistas, jornais,
Saber ler. Saber ouvir. Saber escutar. Comunicar.
Sempre a comunicar.
Telefone. Telégrafo. O cinema aprende a falar.
A voz. O som. A Imagem. A rádio. A televisão.
O satélite no espaço a girar. Dispara-se um foguetão.
“Dabliu”, “Dabliu”, “Dabliu”.
A tontura do progresso para além da imaginação
A vertigem da velocidade, chegou a globalização!
Esta coisa de ser chique. Tudo à distância de um clique!
A notícia em directo, o acontecimento antes de acontecer
Pode ser um grande sucesso ou uma enorme catástrofe
Smartphone, iphone, tablete, comunicação até mesmo na retrete.
Conversa, email, livro, jornal, realidade ou fantasia,
Cada vez mais virtual, no nonassegundo, pelo éter
Amor, paixão, amizade, crise do coração,
Ler, escrever, conversar, apostar, dizer bem e dizer mal.
Nem bem, nem mal, nem coisa e tal, antes assim.
E a estranha sensação de que quanto mais informados estamos,
Mais sós nos sentimos, mais virtuais nos transformamos
E menos comunicamos."
( Mário Jorge Santos, in “Memória Descritiva”, 2019 )
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
AS NOTÍCIAS QUE VOU OUVINDO E LENDO
domingo, 1 de janeiro de 2023
2022 AS PRINCIPAIS FIGURAS E ACONTECIMENTOS
Acontecimentos do ano
SNS Serviço Nacional Saúde A frágil ministra Marta Temido, o sereno secretário de Estado Lacerda Sales e a controversa diretora-geral Graça Freitas, tiveram de enfrentar não apenas uma pandemia como dos mais poderosos lobbies, e não só nacional: os comerciantes e industriais da saúde. O SNS é uma afronta inadmissível para todos os que fazem da saúde, ou melhor, da falta dela, um chorudo negócio. Para estas figuras será o esquecimento a única forma de tratar o que puderam fazer e o que não foram capazes de ultrapassar. Mas, se tivessem a mais pequena sombra que fosse, no seu currículo ou nas suas vidas privadas, já teriam sido despidos em praça pública e abocanhados por uma ululante alcateia de neoliberais. E, muitos de nós cidadãos, rapidamente verificaríamos a maravilha da medicina privada, a eficácia das suas urgências e das suas especialidades, consultas e cirurgias, ainda que abrangendo só quem pudesse pagar e bem, ou tivesse um seguro com prémio pago a peso de ouro.
As inadiáveis consequências das alterações climáticas afinal podem esperar em pousio até ao final da guerra na Ucrânia?
Os carros elétricos poluem mais do que os de motores convencionais? O que fazer com as baterias usadas? Para quando aviões elétricos, paquetes de cruzeiro elétricos? Para quando uma guerra ecológica com foguetões intercontinentais elétricos?
Israel tem bombas atómicas no Médio Oriente, mas o perigo são as que o Irão não tem? Os palestinianos são seres humanos, ou alvos para os israelitas treinarem?
Os arquitectos e fabricantes de louça sanitária estão em apuros para definirem o lay out das novas casas de banho para o mais recente género da humanidade ocidental, o LGBT. Há ativistas de causas que propõem uma consulta ao livro do Génesis para descobrir como se aliviavam o Adão e a Eva! Para se descobrir se as calças devem ter braguilha e se as saias devem ter presilhas de sustentação. Onde se aliviam os LGBT? Antevejo o grande tema mobilizador das hostes educadas do Ocidente em 2023.
Mark Sargent que
anda pelo mundo a garantir q
ue a Terra é plana. “A ciência diz que estamos numa
pequena rocha coberta com um pouco de água e fumo, voando pelo espaço em
diversas direcções e velocidades. Mas não, tudo o que vemos é parecido com o
cenário de filme . “Tudo o que se vê em cima de nós, como as estrelas, os
planetas, o Sol e a Lua, são apenas imagens no tecto”.
O milagre do Ano foi aparecimento de um saco com milhares de euros na casa de uma eurodeputada grega que louvava o regime do Qatar! A miraculada chama-se Eva Kaili e o milagre produziu-se num espaço de paz ecuménica entre o islamismo petrolífero e o cristianismo ortodoxo grego. A dita abençoada é também missionária das criptomoedas.
Por cá, também houve uma abençoada de nome Alexandra leitão que saltou de paraquedas de um avião da transportadora aérea estatizada e empreendeu um voo livre de quinhentos mil euros antes de abrir o dito e pousar tranquilamente numa outra empresa pública, antes mesmo de num acrobático salto, entrar ainda pelo governo adentro e ficando com a pasta do Tesouro embora por pouco tempo.

