quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ECONOMIA É ISTO senhor VPM Paulo Portas


- PIB em 2012 = 155.076.803,8 €
para se encontrar um PIB equivalente, andamos para trás até ao ano de 2001 = 155.160.599,1 €, ainda assim superior a 2012!

- PIB per capita em 2012 = 14.748,4 €
para se encontrar um PIB/capita semelhante, temos de recuar ao ano 2000 = 14.786,9 €, ainda assim superior a 2012.

- taxa de risco de pobreza em 2012 = 45,4; em 2011 = 42,5; em 2010 = 41,0.
neste capítulo não se encontra desde 1990, ano em que se calculou este item pela primeira vez, índices tão altos de 'risco de pobreza'.

- rendimento médio disponível das famílias em 2012 = 30.632,9 €.
para termos um ano semelhante nesta matéria, é em 2006 que temos 30.731,4 €.

- emigração total em 2012 = 121.148 pessoas; em 2011 = 100.978 pessoas
como em 2013 estão contabilizadas mais de 10.000 saídas mensais, em 3 anos serão perto de 400.000, os portugueses que se viram obrigados a emigrar para subsistirem.

- taxa de desemprego em 2012 = 15,7%; em 2011 = 12,7%; em 2010 = 10,8%.
foram destruídos cerca de 300.000 postos de trabalho em dois anos. Se não tivessem emigrado tantos portugueses, estaríamos a braços com uma taxa de desemprego perto dos 20%, tal como a Espanha e a Grécia.

- taxa de actividade em 2012 = 61,4% e em 2011 = 61,8%.
nem nas décadas de 80 e 90, houve alguma vez uma taxa de actividade tão baixa. Apenas em 2000, a taxa foi de 60,7%, um ano excepcionalmente mau.

- rendimento médio disponível das famílias em 2012 = 28.832,9 €; em 2011 = 30.186,7 € e em 2010 = 32.145,1 €.
um ano com valor semelhante, em termos relativos, é 2004 = 28.839,5 €.

Poderia ter ido por grandes números globais como a redução nos apoios sociais sobretudo na educação ou na saúde mas isso ficará para uma outra ocasião. 

Quando o país recua e empobrece desta maneira, bem pode vir Vossa Excelência do alto da sua irrevogável oportunidade acenar com o êxito das exportações que do retrocesso que estes números representam não há acenos que lhe valham, nem a si nem ao bando que tão irrevogavelmente se tem dedicado a destruir o país.

(fonte: Pordata). 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

AFINAL, O QUE É VIOLÊNCIA?!


Um enorme 'charivari' apostrofado por 'APELO À VIOLÊNCIA' foi o que alguns analistas do costume, mais o impagável Marco António que não representa coisa nenhuma, mais o senhor Saraiva que representa os patrões e anda de boca aberta de admiração por causa do atabalhoado guião que Portas pariu, quiseram fazer a propósito de três acontecimentos que se sucederam num curto espaço de tempo:

- a subida da escadaria do parlamento pelos polícias manifestantes,
- a reunião das esquerdas na Aula Magna, 
- as manifestações dos sindicalistas da CGTP nos átrios de quatro ministérios.

Neste entretanto, na assembleia da república, o governo e todos os deputados (menos um) pê-esses-dês e cê-dê-esses/pê-pês davam as mãos cúmplices para tornarem efectivo um dos ACTOS DA MAIOR VIOLÊNCIA que há memória: a aprovação do orçamento para 2014!

VIOLÊNCIA A SÉRIO é tudo o que um bando de fundamentalistas, que tomou o poder à custa de mentiras e dissimulações tem andado a engendrar no recôndito silêncio dos gabinetes alcatifados:
- designar de ricos todos os que auferem salário ou pensão acima dos 600,00 euros e portanto já sujeitos a cortes e ao aumento de impostos sobre os rendimentos já cortados;
- 'assassinar' as famílias que devia defender e proteger, levando-as ao desespero do incumprimento dos seus compromissos e à insolvência das suas vidas;
- instituir a emigração de centenas de milhares de jovens como única forma de escapar ao vazio quando não, substituído por um trabalho mal pago e precário;
- provocar um retrocesso civilizacional de décadas, através do desinvestimento na educação e na saúde públicas, retirando os apoios sociais às classes mais fracas e aos mais frágeis (crianças, idosos, deficientes, doentes crónicos, etc);

VIOLÊNCIA A SÉRIO é a que este bando que se apoderou do poder à falsa fé, anda a distribuir há quase três anos...

Até o Papa Francisco avisa que a iniquidade, a injustiça, o empobrecimento, a fome, geram em si mesmas a violência e como disse Mário soares, na Aula Magna, retirem-se enquanto podem chegar a casa pelo próprio pé. Afinal ninguém se lembra de lembrar as palavras bem mais incentivadoras de Vasco Lourenço "se não forem a bem, vamos nós correr com eles à paulada!"...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

LUGARES COM HISTÓRIA III



PALÁCIO NACIONAL DA PENA

Constitui o mais completo e notável exemplar de arquitectura portuguesa do período do Romantismo, remonta a 1839, quando o rei consorte D. Fernando II, adquiriu as ruínas do Mosteiro de Nossa Senhora da Pena e iniciou a sua adaptação a palacete sob a direcção do Barão de Eschwege, que se inspirou nos palácios da Baviera. Extremamente fantasiosa, a arquitectura da Pena utiliza os "motivos" mouros, góticos e manuelinos, mas também o espírito Wagneriano dos castelos do centro da Europa.


A primitiva ocupação do escarpado da serra de Sintra ocorreu com a construção de uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora da Pena, durante o reinado de João II de Portugal.
No século XVI, D. Manuel no cumprimento de uma promessa, doou-a à Ordem de São Jerónimo, determinando a construção de um convento de madeira, e substituindo-o, pouco mais tarde, por um edifício de cantaria, com acomodações para 18 monges.
Em 1749, a queda de um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia, danos que foram agravados com o terramoto de 1755. Apenas a zona do altar-mor, na capela, com um magnífico retábulo em mármore e alabastro atribuído a Chanterenne, ficou intacta.

Após a morte de D. Fernando, o palácio foi deixado para a sua segunda esposa, Elisa Hendler, Condessa de Edla, que procurou então chegar a um acordo com o Estado Português e recebeu uma proposta de compra por parte de D. Luís, que aceitou, reservando então para si apenas o Chalé da Condessa, onde continuou a residir.
Com essa aquisição, o Palácio passou para o património nacional português, integrado na Coroa. Durante o reinado de D.Carlos, a Família Real ocupou com frequência o palácio, tornando-se a residência predilecta da Rainha D. Amélia, que se ocupou da decoração dos aposentos íntimos. 
Após o regicídio, a Rainha D. Amélia retirou-se ainda mais para o Palácio da Pena, rodeada de amigas e dos seus cães de estimação.

LUGARES COM HISTÓRIA II



ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO ROSSIO

Revivalista, neomanuelina e de arquitectura do ferro a Estação do Rossio. de grandes dimensões, era uma Estação Central, onde afluíam todas as vias-férreas nacionais e internacionais seguindo os modelos das grandes estações europeias, com zona de plataforma coberta por ampla pala em ferro sustentada por uma estrutura de colunas, com decoração neogótica, possuindo o interior simples e as fachadas com decoração neomanuelina.


A obra para a sua construção, adjudicada a uma empresa belga, incluía, para além da estação, a abertura do túnel ferroviário do Rossio/Campolide, a ligação rodoviária à Calçada do Carmo e o Hotel Palace e iniciou-se no ano de 1886.
No dia 23 de Novembro de 1890 abria ao público e ao tráfego ferroviário com o nome de estação da Avenida. A Estação Ferroviária do Rossio foi, durante muito tempo, a principal estação de comboios da cidade de Lisboa devido à sua proximidade com o centro.


Com o aumento do tráfego foi necessária a descentralização de forma a agilizar o sistema de transportes públicos da cidade. Assim, os comboios internacionais e de longo curso passaram a fazer a sua paragem na estação de Santa Apolónia, ficando a do Rossio reservada ao ferroviário suburbano. Com os anos foi alvo de intervenções e já na última década do século XX foi ali construído um átrio norte subterrâneo para se criar interface com o Metro de Lisboa e de autocarros dos Restauradores.
Milhares e milhares de pessoas, que chegam e saem de Lisboa, passam todos os dias por ela e dali acedem fácil e rapidamente ao centro da cidade e à Baixa Pombalina.


O local encontra-se ligado ao assassinato de Sidónio Pais, a 14 de Dezembro de 1918 morto a tiro por José Júlio da Costa, um militante republicano. Momento traumático para a Primeira República, marcando o seu destino que apenas terminou quase oito anos depois com a Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926 que pôs termo ao regime e iniciou o período histórico intitulado de Estado Novo.

LUGARES COM HISTÓRIA I


CAFÉ NICOLA

Abriu as portas pela primeira vez em Julho de 1787, no Rossio, fundado pelo italiano Nicola Breteiro e é um dos estabelecimentos mais antigos de Lisboa.



Lugar de intercâmbio de ideias, debates literários e propaganda de opiniões, é assim que podemos definir um dos cafés mais frequentados do séc. XVIII.
O Café Nicola tem o charme característico que marcou diferentes épocas e foi ponto de encontro e, muitas vezes, de partida para movimentos sociais, políticos e culturais. Pela sua porta, passaram algumas das mais emblemáticas figuras da sociedade lisboeta e do país: Bocage terá sido por ventura o mais famoso.

A fachada executada em 1929, é do traço do arquitecto Norte Júnior. A decoração do interior era neoclássica. As telas são do pintor Fernando Santos e o busto de Bocage esculpido por Marcelino d’Almeida.





MARTINHO DA ARCADA


O Café-Restaurante Martinho da Arcada, na Praça do Comércio, n.º 3, em Lisboa, tem a sua história, de mais de dois séculos, ligada à literatura portuguesa.




O «Café do Gelo» foi adquirido pelo italiano Domenico Mignani que inaugurou a «Casa do Café Italiano», em 1795; sucessivamente conhecido por «Café do Comércio» e por «Café dos Jacobinos», pelo facto de ser frequentado pelos jacobinos e libertinos da época, deve o seu actual, desde 1845, a Martinho Bartolomeu Rodrigues o novo proprietário que mandou fazer obras que o transformaram num dos melhores cafés de Lisboa. O mesmo empresário tinha aberto já outro «Café Martinho» no Largo do Regedor, em frente da estação dos caminhos de ferro do Rossio dando pois a este o popular «Martinho da Arcada» para o distinguir do outro.

Tendo sido frequentado por políticos, escritores e intelectuais como Afonso Costa, Manuel da Arriaga, Bernardino Machado, António Ferro e França Borges.
Na sua tradição literária, contou com clientes como Bocage, Lopes de Mendonça, Cesário Verde, Augusto Ferreira Gomes, António Botto e Almada Negreiros. Um dos seus clientes mais assíduos foi sem dúvida Fernando Pessoa (que continua a ter uma mesa permanentemente reservada).