segunda-feira, 17 de novembro de 2014

LANÇADA A PRIMEIRA PEDRA DO CONVENTO DE MAFRA

A 17 de Novembro de 1717 por ordem de D. João V é lançada a primeira pedra do convento de Mafra em resultado de uma promessa feita pelo rei caso a raínha D. Ana de Austria lhe desse descendência. O nascimento da princesa D. Maria Bárbara determinou o cumprimento da promessa. 

A obra começou com um modesto projecto para abrigar 109 frades franciscanos, mas com o ouro do Brasil a entrar nos cofres régios; D. João V e o seu arquitecto, Johann Friedrich Ludwig iniciaram planos bem mais ambiciosos.

Empregou mais de 52 mil trabalhadores ao longo dos 15 anos que durou a sua construção. No final, o convento acabou por abrigar 330 frades mas não ficou por aqui. 

O projecto aglutinou um palácio real, umas das mais belas bibliotecas da Europa e uma basílica imponente que foi consagrada no 41.º aniversário do rei, com festividades de oito dias.




Dois carrilhões foram mandados fabricar em Antuérpia e em Liège por D. João V, com um total de 98 sinos em bronze pesando mais de 200 toneladas e constituindo dos maiores carrilhões históricos do mundo.

O maior tesouro de Mafra é a sua biblioteca, com chão em mármore, estantes em estilo rococó e uma colecção de mais de 36.000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro, graças à acção da Ordem Franciscana, incluindo uma segunda edição de Os Lusíadas de Luís de Camões. 
Abrange áreas de estudo tão diversa como a medicina, farmácia, história, geografia e viagens, filosofia e teologia, direito canónico e civil, matemática, história natural e literatura.


Situada ao fundo do segundo piso é a estrela do palácio, rivalizando em grandiosidade com a Biblioteca da Abadia de Melk, na Áustria. Construída por Manuel Caetano de Sousa, tem 88 m de comprimento, 9.5 de largura e 13 de altura e é também conhecida por acolher morcegos, que ajudam a preservar as obras, saindo de noite de caixas que estão por baixo das estantes e, numa noite, cada morcego alimenta-se de cerca de 500 insetos, o equivalente à metade do seu peso

Classificado como Monumento Nacional em 1910 e uma das Sete Maravilhas de Portugal a 7 de Julho de 2007.